A banda carioca Trash No Star lançou no mês de junho o Ep Existir é Resistir. Devo confessar que até receber o disco para resenhar não conhecia a banda e pensei que era mais revelação da cena carioca. Mas para minha surpresa eles começaram as atividades em 2010, com a dupla Letícia Lety e Felipe Santos. Atualmente a formação tem Letícia Levy (guitarra e vocal), Felipe Santos (guitarra e vocal), Pedro Millecco (bateria) e Mara Chantre (baixo). Essa formação atual dá vida ao noise/punk/ hardcore e grunge que a banda faz com muita personalidade e competência. Influências de Sonic Youth, Mudhoney e L7 estão presentes no som da banda.
A primeira faixa é Girls que nos apresenta riffs de guitarra e vocais nervosos que mostram personalidade e intensidade. A banda tem letras engajadas e politizadas que combinam muito bem com o som nervoso e intenso que está presente em Existir é Resistir. Logo na sequência temos Catch the Sun tem letras em inglês e um climão “Lado B da MTV” (programa clássico que formou um geração de fãs de rock). Candy é intensa, nervosa e pesada. A faixa título tem um minuto e meio de puro protesto punk/hardcore. On Fire já tem guitarras viajantes que logo migram para a pancadaria noise. Não Quero Ouvir Você tem uma pegada shoegaze/post rock. Medo encerra o disco desacelerando o ritmo e deixando um gosto de “quero mais”.
São pouco mais de 21 minutos de duração e sete faixas que funcionam como uma verdadeira porrada na orelha, mostrando uma banda com potencial para brilhar no cenário underground. Ótimos riffs, vocais poderosos de Letícia, letras fortes mostram que esse EP tem mais conteúdo que muito álbum cheio lançado por aí. Esse foi meu segundo disco de bandas cariocas que resenhei e digo: prestem atenção na cena carioca. Existe boas bandas e bons álbuns vindos de lá (o rock não existe só em São Paulo, que bom). Dê o play e boa diversão.
Existir é Resistir – Trash No Star
Gravadora: Independente
Banda carioca lança EP enérgico e com ótimos riffs que valem apertar o play.
