Esportes Individuais – até aqui. (2026)

Esportes Individuais – até aqui. (2026)
(Reprodução)

EMOS DE FLORIANÓPOLIS, UNI-VOS!

Atenção: este é um chamado para você, hoje na casa dos 30 aos 40 anos, que frequentava o Floripa Rock Festival, Red Café, Pã Pub, Bar Budos, Bar Bados, Creperia, Bar do Professor e tantos outros lugares que fizeram parte da sua adolescência e juventude.

Feita a convocação, vamos ao que interessa: tem lançamento novo e bem interessante para ouvir. Está disponível “até aqui.”, estreia do quarteto florianopolitano Esportes Individuais. O trabalho reúne oito faixas e foi produzido pela própria banda ao lado de Gustavo Salles e Francisco Maffei.

Caso você não tenha entendido o primeiro parágrafo, explico: o disco promove um belo revival daquilo que muitos de nós vivenciamos no (não tão distante) começo dos anos 2000. É um som que transita entre o hardcore melódico e o emocore, despertando lembranças de bandas como Noção de Nada, Zander, Sugar Kane e tantas outras que ajudaram a formar musicalmente uma geração inteira.

Mas não estamos falando apenas de nostalgia requentada. “até aqui.” (tudo em caixa baixa e com ponto final), entende muito bem de onde vem, recupera guitarras melódicas, refrões carregados de sentimento e aquela característica quase confessional que fazia o emo e o hardcore melódico funcionarem tão bem.

Para quem viveu aquela época, “até aqui.” provoca aquela sensação estranha (e boa) de reconhecer algo que parecia guardado em alguma gaveta da memória. Se duvidar de mim, escute “dezesseis”, “tanto faz” ou “janela”.

E bom, para quem chegou depois e está nos quase 20, é uma ótima oportunidade de entender por que guitarras, melodias e sentimentos exageradamente sinceros marcaram tanta gente.

Em suma, talvez a gente tenha envelhecido, trocado o Fotolog pelo Instagram, o MSN pelo WhatsApp, o ensino médio por um emprego qualquer e aprendido que a dor nas costas depois dos 30 é bem mais persistente do que qualquer coração partido da adolescência.

Mas basta uma guitarra entrar do jeito certo para ter um baita dejavu.

A gente só precisava de um chamado.

até aqui. – Esportes Individuais

Gravadora: Desgosto Discos

Se você frequentou o Floripa Rock Festival, este disco é para você.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.