PERTENCIMENTO, AMIZADE, MUITA MÚSICA E UMA CERTEZA:BANDAS CONTINUAM NASCENDO E FAZENDO HISTORIA!
Existem fatos que funcionam como um fechamento.
Eu conheci o Lorenzo Molossi (aka Resp) há mais ou menos uns dois meses e pouco em um show da Tangolo Mangos, Exclusive e os Cabides, Caco/Concha e Carmino (quase um All Star indie brazuca!).
Ele falou que tinha uma banda, me enviou o link, e assim como deixamos várias pessoas na vida no vácuo, eu acabei não escutando a banda.
Corta para um mês depois, eu estou de volta a Curitiba e vejo a banda Resp3x ao vivo.
Coincidência?
E nessa semana a banda lança o disco e novamente estou no show para assistir o lançamento oficial.
É o ciclo de ter ouvido singles, visto 1 show e ter lembrado que: quando uma banda ou um artista te enviar algo, escuta.
Pode ser ruim, pode ser bom, mas escuta, porque ninguém é melhor que ninguém, e você critico ou editor ou colaborador, pode estar encontrando um diamante puro ou simplesmente, passar raiva.
Eu encontrei um diamante puro!
Antes do show, muitos jovens, abordando os músicos, comprando merchandising, tendo aquela experiência que no mainstream inexiste.
Talvez o boom das bandas independentes esteja no seu auge, justamente pelas experiências reais.
Conversar com um músico, comprar um CD, um vinil, camisa ou poster e poder ter uma lembrança física ou mesmo uma foto.
E voltamos ao que sempre foi o cenário indie: experiências, realidade e uma cena de verdade.
RESP/3X/NIKO
CATARSE, DELÍRIO E SHOWZAÇO!
Perto das onze da noite começou a comunhão
Não digo o show, digo mesmo a comunhão entre banda e público.
No Belvedere cabem mais de 400 pessoas e o espaço estava bem cheio, e o público completamente atencioso e focado no show de um dos melhores quartetos da cidade

E a união entre hardcore/rap/indie/shoegazer/vocais alternados foi simplesmente contagiante e a comunhão continuou entre mais de 200 pessoas ou 300 pessoas, não sei ao certo, e o quarteto local.
Entre interrupções para conversar com o público e agradecimentos, o show foi 10/10.
Com canções de “Ainda Vivo”, e tantas outras, o show foi catártico e lindo.
“Outra Pele”, “ A Queda”, “Atras da Moeda” e “Comeback” foram canções cantadas a plenos pulmões e uma certeza: ESSA GERAÇÃO VEM FORTE!
BELA E OLMO DA BRUXA

Nada estava me preparando para o que iria acontecer na sequência.
Se estava cheio antes, o espaço para circular diminuiu abruptamente.
O quarteto de Porto Alegre, é formado por: Pedro Acosta, Felipe Pacheco, Júlia Garcia e Ricardo De Carli, subiu no palco e dominou como poucos o evento.
Mesmo com um pequeno problema técnico o show foi de uma catarse absurda.
Se existia alguma dúvida em relação ao revisit de emo + hardcore com letras confessionais, depois desse show, esquece!
Era indie, era alternativo e as emoções, sempre a flor da pela, nada ali era blasé ou fingimento, tudo era real.
Não lembro que horas acabou, mas cheguei em casa acabado, mal refeito para retornar para Florianopolis e louco para reviver novamente tudo aquilo outra vez!
AGRADECIMENTOS:
RESP/3X/NIKO pela acolhida e pela lembrança no final do show quando falaram do nosso humilde site!
Aos seguranças que mandaram muito bem numa noite muito bacana!



