Vanguart – Estação Liberdade (2025)

Vanguart – Estação Liberdade (2025)

(Reprodução)

Dois anos depois do hiato, o Vanguart volta aos trilhos com Estação Liberdade, um disco que soa como um reencontro com o público, com as origens e, principalmente, com a própria identidade. Agora oficialmente como dupla, Helio Flanders e Reginaldo Lincoln, o álbum apresentado soa refinado, mas não se distancia da emoção que sempre moveu o grupo.

São 12 faixas autorais que passeiam entre o folk, o pop e a latinidade cuiabana que marcou os primeiros anos da banda.

A faixa-título, “Estação Liberdade”, abre o disco com ares de renascimento Já “A Vida é um Trem” segue como metáfora central do álbum: o tempo, os encontros e as despedidas, tudo passando pela janela.

“Luna Madre de La Selva” é um dos pontos altos, resgatando aquela latinidade solar, meio tropicalista, que sempre orbitou o som da banda, enquanto “O Mais Sincero” e “Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto” se encaixam no lado mais pop do disco.

Depois de algumas audições, percebi que “Estação Liberdade” é um disco maduro, cheio de metáforas cotidianas, de amores que não acabam e de feridas que aprendem a cicatrizar com música. E ele é, sem dúvidas, um retorno muito bom!

8.8

Estação Liberdade – Vanguart

Gravadora: DeckDisc

Vanguart embarca em nova fase com “Estação Liberdade”: um retorno maduro, pop e cheio de alma.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.