Grupo da zona leste de São Paulo lança EP com quatro faixas que exploram amadurecimento, afetos e vivências periféricas, ampliando sua pesquisa sonora.
O EP A vida disse que é possível, da banda Chá da Tarde, nasce a partir das experiências periféricas da zona leste de São Paulo. Com quatro faixas, o trabalho aborda temas como amadurecimento, afetos, solidão, amor-próprio e recomeços, refletindo vivências cotidianas com sensibilidade e honestidade.
A partir do olhar de jovens pretos, o grupo apresenta a música como espaço de escuta, afirmação e troca, transformando experiências pessoais em narrativas coletivas. O EP funciona como um retrato emocional de uma juventude que pensa o presente, sem idealizações, mas com abertura para o possível.
Produzido de forma independente por meio do Programa de Valorização a Iniciativas Culturais da Cidade de São Paulo, o lançamento marca a consolidação da formação atual da banda e um avanço claro em sua pesquisa artística. Há aqui um cuidado maior com escolhas estéticas e com a forma como as canções se comunicam entre si.
O trabalho foi desenvolvido dentro do projeto CHAPASOM – Uma viagem sonora pela ZL, a partir de encontros semanais em estúdio e de um processo colaborativo de composição. A sonoridade aposta em arranjos simples e orgânicos, com instrumentos tocados ao vivo e uso mínimo de recursos digitais, buscando proximidade com a experiência de palco e uma escuta mais intimista.
Influenciado por trabalhos como Um Mar pra Cada Um, de Luedji Luna, o EP também se desdobra em registros audiovisuais gravados ao vivo. Tanto no título quanto na estética visual, o projeto reforça ideias de pertencimento, possibilidade e existência coletiva — elementos centrais na trajetória do Chá da Tarde.



