Definitivamente eu não conheço mais ninguém na noite. Talvez seja bom. Você acaba se concentrando mais em quem está em cima do palco. Mesmo atrasados, conseguimos pegar da quarta música em diante, de uma das bandas mais promissoras da cidade, Gol de Goleiro.
GOL DE GOLEIRO

Você sabe que a banda é promissora, quando, mesmo com piadas ruins os músicos conseguem mobilizar o público
Isso é arte. Isso e resistência
Mesmo com alguns contratempos de cordas arrebentadas, o show tem que continuar.
O que me impressiona são as vestimentas de cada grupo novo que vejo. Me remete a loucura dos anos 90, mas com uma galera com uns celulares mais caros e máquinas digitais na casa de muitos zeros.
Noize, experimentalismo, dissonância e uma total ausência de medo para errar ou acertar. Essa foi uma excelente segunda boa impressão da Gol de Goleiro
O problema é dar aquelas pausas mais alongadas entre uma música e outra. Atrapalha a dinâmica do show como um todo, dá uma quebrada entre uma canção e outra.
O vocalista e guitarra da banda toca como se estivesse em um Tok Tok da vida. Não sei se isso é bom ou ruim, mas com certeza é meio fora do comum. E isso, por si só já chama atenção
Depois de um show com energia lá encima, a última música broxou um pouco, mas nada que não tenha conserto, talvez realocar a canção para o meio do show.
CARMINO

Para mim era uma grande incógnita. Nunca tinha ouvido falar e nem tinha escutado. Mas, sabem quando a surpresa é GIGANTE?? Foi assim, uma puta presença de palco com um estilo dos mais difíceis de se levar, o rock pop ou pop rock, como preferirem.
Presença de palco, energia, músicos afiados, umas levadas aqui e ali que remetem aos anos 90 e 00. E com certeza, é muito bom. Porque você vê que, quem está ali no palco, sabe realmente o que está fazendo
Canções cantadas por parte do público, histórias sobre Guaratuba (interior de Santa Catarina), tudo se conectava no show de maneira absurda.
Baita Show!
DAGUERRE

Dissonância, toda banda que começa com uma linha musical nesse nível, já chama atenção. Com uma vocalista parecida saída dos anos 70,80, macacão vermelho, touca óculos e blusa branca, todo o som fez muito sentido
Indie, Power pop, quebradas de ritmos.
Mas, como praticamente todas as bandas, tem aquela sujeirarizinha básica entre uma música e outra, funciona bastante.
Com um recém lançado EP, “Crisálida”, a banda é uma montanha russa. Sem se prender a estética do indie, chega a flertar com andamentos semelhantes a poesia declamada com fundo sonoro e até mesmo flerte com o rap de Gill Scott Heron, é imperceptível, mas esta lá em umas canções. A vocalista é um achado! Segura, mas com uma aparência frágil, se mostrou uma potência naquela noite de sábado que já entrou para os shows antológicos do Inferninho…




