Hanging Freud (São Paulo (BR) – Glasgow – (UK)
Há alguns anos atrás, encontrei um site onde era possível encontrar muito material de bandas de post punk, post metal e outros gêneros. Tendo recebido alguns materiais dos paulistanos do Labirinto, acabei me deparando com a Dissenso Records e foi onde travei conhecimento com um duo que me deixou atônito.
Hanging Freud é um duo formado por Paula Borges e Jonathan Skinner, a primeira, fica responsável pela voz e sintetizadores e Skinner, pela programação e sintetizadores.
Com uma atmosfera ora soturna, ora cadenciada, o duo reside no Reino Unido, vem pouco para o Brasil, e infelizmente, perdi a última GIG deles no Brasil, que aconteceu em 2024, uns anos antes, também não consegui assistir o duo em São Paulo.
Mas voltando, ao trabalho do HF, foi através do EP “Motherland” de 2016, que levei uma porrada no estomago. Camadas densas de sonoridade soturna, ritmos cadenciados, e uma contínua espiral musical que ora tende para o inebriante, ora para uma hipnotizante colcha de retalhos tensos e colagens oníricas.
HF não é um duo de música fácil. Pelo contrário. Em “Motherland” uma das faixas mais acessíveis é “Centuries”, com uma ambiência única. Ela é delicada, mas ao mesmo tempo densa.
A banda que surgiu lá atrás, no ano de 2006, tem uma discografia consistente. Trafega com categoria e não se enquadra, segundo a vocalista Paula, em nenhum estilo musical conhecido, o que torna o fato de ouvi-los, uma experiência única.
Com diversas influências: musical, literária e cinematografica, Hanging Freud é um daqueles casos típicos de, se você nunca os escutou, precisa fazer logo. Se escutar, não vai sair incólume da experiência. É música densa, tão cheia de camadas que, a percepção musical depois de conhece-los, se torna outra.
Sugiro colocar os fones de ouvido (um par dos bons, ajudaria bastante) e escolher qualquer álbum ou EP.
Discografia:
Sunken (2010)
No Body Alllowed (2015)
Motherland (2016)
Anomalies (2017)
Cracks Single (2017)
Nowwhere (2018)