Ozzy Osbourne, o Príncipe das Trevas, morre aos 76 anos

Ozzy Osbourne, o Príncipe das Trevas, morre aos 76 anos

(Reprodução)

Lenda do heavy metal e voz do Black Sabbath, o cantor inglês faleceu semanas após sua despedida dos palcos em Birmingham.

O mundo do rock perdeu hoje uma de suas figuras mais icônicas: Ozzy Osbourne faleceu nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, aos 76 anos. A informação foi confirmada por sua família, que comunicou que o cantor morreu pacificamente, cercado por seus entes queridos — incluindo sua esposa Sharon e seus filhos Jack, Kelly, Aimee, Jessica e Louis.

Nascido John Michael Osbourne em 3 de dezembro de 1948, em Birmingham, Inglaterra, Ozzy foi muito mais do que o frontman do Black Sabbath — ele foi a personificação do heavy metal. Ao lado de Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, ajudou a fundar o gênero com álbuns como Paranoid (1970), Master of Reality (1971) e Vol. 4 (1972), definindo um som sombrio e denso que se tornaria referência para gerações de músicos.

Em 1979, após sua saída turbulenta do Sabbath, Ozzy iniciou uma carreira solo explosiva com Blizzard of Ozz (1980), disco que trouxe faixas como “Crazy Train” e “Mr. Crowley”. Ao longo de sua trajetória solo, lançou mais de uma dúzia de álbuns, vendeu milhões de cópias e consolidou-se como uma lenda viva — não à toa, entrou para o Rock and Roll Hall of Fame duas vezes: com o Sabbath em 2006 e, mais recentemente, em carreira solo, em 2024.

Fora dos palcos, Ozzy tornou-se uma figura querida da cultura pop, especialmente após o sucesso do reality show The Osbournes (2002–2005), que mostrava o cotidiano caótico, hilário e genuinamente humano de sua família. Ainda assim, sua vida também foi marcada por desafios: lidou com o alcoolismo, dependências químicas, múltiplos problemas de saúde e, em 2020, foi diagnosticado com a doença de Parkinson. Em 2022, anunciou sua aposentadoria das turnês por problemas de locomoção, e passou por diversas cirurgias ao longo dos últimos anos.

Seu último grande momento sobre os palcos foi em 5 de julho de 2025, quando realizou o concerto beneficente Back to the Beginning, no estádio Villa Park, em Birmingham. A apresentação — que contou com a formação clássica do Black Sabbath e participações de peso como Metallica, Guns N’ Roses e Slayer — foi uma despedida digna de sua grandiosidade e uma celebração de mais de cinco décadas de reinado absoluto no heavy metal.

Ozzy Osbourne foi mais do que um músico: foi um símbolo da contracultura, um sobrevivente improvável, um artista singular que desafiou expectativas e convenções. O “Príncipe das Trevas” deixa um legado incomparável, eterno e visceral, que continuará ecoando por gerações.

Descanse em paz, Ozzy. Obrigado por tudo.

Alexandre Aimbiré

Alexandre Aimbiré

Três quatis num sobretudo. Eterno estudante de Letras, guitarrista de fim de semana, DJ ocasional e arquiinimigo do Skylab. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.