Resenha: Abdomen — Yes, I Don’t Know (2025)

Resenha: Abdomen — Yes, I Don’t Know (2025)

(Reprodução)

Com Yes, I Don’t Know, a Abdomen (???) confirma que é uma das bandas mais interessantes da cena underground europeia hoje. O trio holandês entrega um disco direto, barulhento e bem produzido, que equilibra noise rock, post-punk e garage punk com pitadas de psicodelia.

As influências de Loop, Spacemen 3 e Neu! são claras, mas o som não soa datado. Tem peso, é hipnótico e sem excessos. O single Dazed apresenta bem isso: cresce aos poucos até virar um mantra distorcido que prende do começo ao fim. Já a faixa-título resume o disco: começa suave e termina num porraço melódico.

Gravado ao longo de dois anos, o álbum acerta ao não perder tempo com experimentalismos desnecessários, o que eu acho um baita acerto. Afinal, cada faixa entrega um riff marcante, uma bateria firme e baixo pulsante. Damage Tool e Weird Shapes também merecem destaque, pois ambas mantêm o ritmo alto, com letras que falam de ansiedade, confusão e superação de forma simples e honesta.

Tudo isso torna Yes, I Don’t Know um disco curto, objetivo e que não inventa moda. Sem dúvidas é um prato cheio para quem gosta de guitarras barulhentas bem encaixadas. Agora, por que diabos uma banda holandesa se chama Abdomen? Essa maldita globalização.

10

Yes, I Don’t Know – Abdomen

Gravadora: FatCat Records

O trio holandês entrega um disco direto, barulhento e bem produzido, que equilibra noise rock, post-punk e garage punk com pitadas de psicodelia.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.