O que você estava fazendo há sete anos? Sim, é tempo suficiente para se perder. Se encontrar. Acabar um amor. Conhecer um amor. Uma banda terminar. Ou começar. E também pode ser tempo de recomeçar. No caso da Basement Tracks, banda mineira de Juiz de Fora, foi o intervalo entre o debut e o novo álbum “Midnight Show”. E cara, é um puta trabalho!
Gravado ainda nos dias incertos do confinamento (lembra da pandemia?), essa joia foi encontrada através de um grupo que compartilha músicas e discos que eu não consigo acompanhar. Mas que bom que apertei nesse link e ouvi.
Ao longo nove faixas e pouco mais de quarenta e cinco minutos, o álbum costura um universo sonoro que flutua entre o indie rock e dream pop de grupos como Still Corners e Beach House. Sabe aquele rolê de madrugada, que você dirige sozinho sem um destino muito certo, naquele clima cinematográfico? Pois é, Midnight Show é sobre isso.
“Cold Gold” abre com um charme frio e melancólico, enquanto “Heavy Dream” e “Dive” apresentam um quê de densidade. Tem sintetizadores, guitarras difusas e vocais sussurrados… é muito bom!
Realmente curti, gostei e recomendo.
Midnight Show – Basement Tracks
Gravadora: Nettwerk Music
Midnight Show é um desses discos que se escuta melhor de fones, no escuro, ou enquanto a cidade dorme.
