Quando a primeira faixa começa, já dá pra sentir que o chão vai tremer. E porra, é muito bom quando algo que você não tem ideia de como vai ser, se torna bom pra caralho. Assim que começou a rolar “Batagaïka” caí de cabeça direto no universo do Birds of Nazca, duo francês que transforma o deserto em palco e o ruído em mantra.
Lançado em 3 de outubro, “Pangaea” é o tipo de disco que não te dá tempo pra se preparar. São sete faixas que orbitam entre o stoner noventista, o doom metal, o post-rock e uma psicodelia que parece vir de algum lugar entre Marte e o Saara.
A capa até entrega um pouco do clima: paisagens áridas, tons terrosos, vibração cósmica, mas é ouvindo que a viagem se completa. “Racetrack Playa” é puro transe instrumental, enquanto “Incahuasi” encerra o percurso numa potência sísmica. É música pra ouvir de olhos fechados e pescoço em movimento.
Não tem mais para dizer: “Pangaea” é uma grata surpresa: denso, imprevisível e maduro. Um disco que dialoga com os clássicos do stoner, mas com assinatura própria.
Pangaea – Birds of Nazca – Pangaea (2025)
Gravadora: Basilic Music
Não tem mais para dizer: "Pangaea" é uma grata surpresa: denso, imprevisível e maduro. Um disco que dialoga com os clássicos do stoner, mas com assinatura própria.
