Echo Upstairs – Estranhos Lugares Para os Olhos (2025)

Echo Upstairs – Estranhos Lugares Para os Olhos (2025)

(Reprodução)

Lançado em junho, Estranhos Lugares Para os Olhos traz 11 faixas que orbitam entre o shoegaze, o dream-pop e um folk urbano torto, desses que preferem a Roosvelt ou o Calçadão da João Pinto à trilha sonora de acampamento.

São 11 faixas em quase 37 minutos, com guitarras ruidosas e desbotadas, baixo pulsante e a percussão é mais ambiente do que batida. É tudo meio borrado, meio flutuante. As letras, em inglês e português, transitam entre o devaneio e a confissão. Nada parece definitivo. Nada precisa ser.

O single Green Quartz já tinha dado a deixa, mas o clipe da faixa-título ajuda a entender o lugar em que esse disco caminha: uma introspecção nada bucólica, feita pra andar sozinho por ruas molhadas, encarando vitrines e reflexos.

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Destaques? Pode começar por Ficou pra Trás, Facilitar e Despedida. Mas a real é que vale dar o play na bolachinha inteira. Não é um disco pra todo mundo, mas quem se deixar levar pode acabar encontrando beleza onde nem sabia que estava procurando.

8.1

Estranhos Lugares Para os Olhos – Echo Upstairs

Gravadora: mmrecords

O disco de estreia do Echo Upstairs não tenta agradar ninguém. E isso, convenhamos, já é um baita alívio!

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.