No fim dos anos 1990, a Escandinávia exportava para o mundo produtos petrolíferos, salmão e distorção, com bandas que resgatavam o hard rock em sua forma mais crua e provocativa. Ao lado de nomes como Turbonegro, Backyard Babies e The Hellacopters, estava o Gluecifer. Eram tempos de Motosierra, Zeke, Peter Pan Speed Rock… enfim bons tempos!
De lá pra cá, o mundo mudou. A música mudou e a fagulha do rock sujo, cínico, irônico, contestador, desprezível e maldito criado na região foi se apagando.
E aí, do nada, em pleno 2026, surge “Same Drug New High”, primeiro álbum de inéditas do Gluecifer desde 2004. Que acabou em 2005. Que voltou em 2017/2018 para uma série de shows. E que agora lança um baita trabalho.
O álbum de 11 faixas, produzido em Oslo, soa como se eles tivessem parado no tempo: um punk-hard-rock honesto, com riffs que grudam na memórica, enérgico e cheio de Punch. Em menos de 40 minutos, temos as guitarras afiadas de Captain Poon e Raldo Useless, uma bateria trovejante o carisma rouco de Biff Malibu.
Faixas como Depois de mais de The Idiot, I’m Ready, The Score e Armandas encapsulam o revival, mas conotam uma evolução musical e frescor, dentro do espectro do rock escandinavo. Sim! os noruegueses voltaram a fazer o que sempre souberam: hard rock que mistura punk, garagem e espírito clássico.
Em suma, Gluecifer são como aquele amigo que você não vê há décadas, mas que reaparece sem avisar, entra na sua casa, abre a geladeira, liga o som no talo e, quando você percebe, perdeu o fim de semana, parte da dignidade e talvez alguns neurônios.
Same Drug New High – Gluecifer
Gravadora: Steamhammer/SPV
Gluecifer está de volta: o MALDITO hard rock escandinavo acorda em pleno 2026
