De recente passagem por Florianópolis, o duo ítalo-brasileiro de pós-punk eletrônico Hate Moss, formado por Tina e Ian, lançou seu segundo trabalho, o polivalente e autárquico “A Hot Mess”, reafirmando uma identidade artística que não pede licença nem busca conforto.
Composto por oito faixas e cantado em italiano, inglês e espanhol, o disco amplia ainda mais o vocabulário sonoro da dupla ao misturar experimentações eletrônicas com bases sólidas no punk, pós-punk, electrocash e tudo aquilo que orbita esse mesmo quadrante estética, sempre com liberdade e certa indiferença a rótulos.
O clima é denso, espesso e até mesmo pútrido em alguns momentos, mas paradoxalmente altamente dançável. Há sujeira, tensão e pulsação constante.
Faixas como “Bianca”, “Mentiras” e “Just Another Dream” funcionam como a espinha dorsal de um álbum que soa vivo, urgente e inquieto.
É um disco que poderia ser executado tanto no palco de um festival alternativo quanto na pista de um pub sujo e subterrâneo de alguma grande cidade europeia, com paredes suadas e luz vermelha piscando. Em qualquer um desses cenários, o efeito seria o mesmo: corpo em movimento, mente em alerta e a sensação de estar diante de algo que não tenta agradar. E é bom!
A Hot Mess – Hate Moss
Gravadora: Independente
Em "A Hot Mess", do duo Hate Moss, apresentam um Pós-punk eletrônico para corpos inquietos e noites longas. E um nome altamente cacofônico, sendo o terror dos disléxicos.
