Para quem dizia que não tinha lançamento nacional em 2026, tava dizendo errado: pintou nas principais plataformas digitais o álbum de estreia do Infinito Latente, denominado “Sem início nem fim”.
Formada em São Paulo por Maira Bastos (voz), João Dussam (voz e violão), Igor Sganzerla (teclas) e Pedro Sardenha (baixo), a banda paulista estreia com um disco que soa íntimo, contemplativo e suave, no bom sentido da palavra e da essência.
São 11 faixas pensadas com identidade própria, mas que irá agradar a fãs de bandas como Terno Rei, Maglore, Tuyo e Eliminadorzinho.
A abertura com “Amanhãs Azuis” já entrega o espírito do álbum: nada aqui parece urgente. As músicas se encostam umas nas outras, criando uma narrativa contínua que passa por faixas como “Fora do Ar”, “Aqui Dentro”, “Fica Bem”, “Cores”, “Deixa Eu”, “Gota por Gota” e “Motivos Bonitos”. Assim, o fio condutor de “Sem início nem fim” é existencial: tempo, liberdade, movimento, desejo, mudança.
A base do disco é claramente MPB: voz e violão como ponto de partida, canção em primeiro plano. Mas o Infinito Latente não fica aí. Camadas de synths, beats eletrônicos e teclados entram com delicadeza, desenvolve um som que flerta com indie pop e lo-fi.
Sem sombra de dúvidas, um álbum que não parece de estreia, pois conota um amadurecimento musical notável e acima da média. Um disco bem legal e que merece sua audição com tempo, nada de ouvir fazendo um milhão de coisas ao mesmo tempo: Tire 40 minutos do seu dia, sente numa cadeira confortável e contemple a vista de sua janela favorita. Mesmo que seja à frente de um prédio feio.
Sem início nem fim – Infinito Latente
Gravadora: Retalho Music
Para quem dizia que não tinha lançamento nacional em 2026, tava dizendo errado: pintou nas principais plataformas digitais o álbum de estreia do Infinito Latente, denominado “Sem início nem fim”.
