A comparação entre Interpol e Joy Division já deu o que tinha que dar.
Esse álbum demorou para sair em resenha porque é muito bom. Simples assim.
O disco recupera algo do Interpol dos primeiros anos, mas sem simplesmente tentar repetir o irrepetível “Turn on the Bright Lights”. O pós-punk continua lá, assim como as guitarras características, o baixo pulsante e a melancolia urbana.
A diferença está nos caminhos escolhidos para chegar até eles.
A faixa-título flerta com uma espécie de pós-punk dub e até com o trip hop, enquanto “Iron City” mergulha numa melancolia eletrônica. “Wounded Soldier” carrega uma inesperada levada reggae, “Even the Actor” ganha contornos orquestrais e “Wings on Fire” aproxima o grupo daquele pós-punk mais seco e matemático de bandas como Wire. E tem “See Out Old”, a melhor faixa do Interpol em MUITO TEMPO.
É difícil chegar ao oitavo álbum e poder fazer algo diferente, mas dentro do esperado pela mídia. Esse é o principal mérito do álbum e da banda, que concretiza seu auge e sua apoteose dentro da música alternativa mundial. Simples assim.
This Mirror Weighs a Ton – Interpol
Gravadora: Partisan Records
O passado aparece no espelho, mas já não dita o caminho.
