A Jupta chega no terceiro álbum chutando a porta. Ultra é pop sem medo, pesado e altamente atual. Com isso, consegue flertar em diversos universos, sem soar caricato ou superficional.
Tem punk sujo na faixa “Sangue”, que abre o disco, assim como “Ultravioleta”, assim como clima dos anos 80 (muito synth) em “Quem Foi”. O disco vai passando e temos o destaque de “Lapso”, com aquele frenesi industrial inquietante.
Sim, são várias camadas e a banda poderia se perder com isso mas, com certeza, acaba por apresentar um trabalho interessante, num álbum que contém 9 músicas, com cerca de 30min de duração total.
Em suma, ligue o néon, amplifique o som e escute no talo.
Ultra – Jupta
Gravadora: Marã Música
Posso afirmar que Ultra é uma Mesopotâmia sonora: influências que se encontram e formam um som coeso, vivo e altamente interessante.
