Meu Nome É Francisco – Só o tempo que dá nome às coisas (2025)

Meu Nome É Francisco – Só o tempo que dá nome às coisas (2025)

(Reprodução)

Estreia em disco solo, Daniel Francisco assina como Meu Nome é Francisco e apresenta uma MPB eletrônica que sabe onde pisa: samba, jazz, soul e beats urbanos que carregam o sotaque da cidade de São Paulo.

Tem samba elétrico de “Intro” e bossa psicodélica e instrumental em “Dreamlike”. Tem samba-rap em “É preciso confiar”. Tem sintetizadores vintage em “Dim dom” e também em “Flores”. Sim, o trabalho costura várias referências sonoras sem medo (nem receio) de parecer múltiplo ou multifacético.

Nas redes sociais, Francisco chama tudo isso de urban music, e faz sentido: o disco transita entre estilos como quem muda de esquina, de Santa Cecília para a Lapa ou da Lagoa da Conceição para o Largo da Ordem, sem escalas.

Em síntese, um trabalho interessante, incomum e intriguista. E parafraseando o nome do álbum, só o tempo dará a grandiosidade do álbum. Ou não.

7.1

Só o tempo que dá nome às coisas – Meu Nome É Francisco

Gravadora: PreguiSom

Meu Nome é Francisco estreia com uma MPB eletrônica multifacetada que tenta engolir tudo, mas pode acabar se engasgando com tanta coisa junta.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.