Pouco mais de 32 minutos, nove faixas e a sensação de que o tempo correu rápido demais. Pequenos Prazeres marca o retorno do Não ao Futebol Moderno ao campo de jogo, depois de anos em silêncio, e mostra por que o grupo segue sendo um dos nomes mais legais (literalmente), da cena independente nacional.
O disco é carregado daquela atmosfera introspectiva que sempre acompanhou a banda: guitarras etéreas, clima intimista, vocais que parecem sussurros à distância e um ambiente introspectivo. Mas também há uma evolução, onde vemos, por exemplo, novos elementos musicais associados ao novo trabalho.
E “Fernet” é o melhor exemplo, quando o shoegaze encontra o drum and bass e o resultado soa ousado, fresco e inesperado, sem perder a melancolia que é marca registrada.
Sim, com “Pequenos Prazeres”, o Não ao Futebol Moderno amplia horizontes sem abandonar a nostalgia que o tornou querido desde os primeiros registros. Com time renovado, a trupe está pronta para um novo campeonato. A ilusão está latente e espera-se que as apresentações continuem satisfatórias.
Pequenos Prazeres – Não ao Futebol Moderno
Gravadora: Independente
Se o nome é protesto contra o futebol, o novo disco é, sem sombra de dúvidas, um baita gol de placa.
