A espera acabou. O NewDad chega ao segundo álbum de estúdio mostrando que não é mais promessa: “Altar” coloca o trio irlandês na apoteose do indie europeu. Gravado na ponte aérea entre Galway e Londres e produzido por Sam “Shrink” Breathwick, o disco dá mais corpo e espaço às guitarras, investe em refrões maiores e expande o dream pop introspectivo do debut Madra para um território mais maduro, melancólico e, ao mesmo tempo, ambicioso.
As linhas vocais, sempre cheias de emoção, se fundem ainda mais com guitarras cheias de texturas e batidas que oscilam entre o peso shoegaze e a fluidez dream pop. Maneiro demais.
Com 12 faixas, o álbum funciona como um salvo-conduto: poderoso, intenso e contando parte da história da banda, trazendo a madurez que foi ir fazer a vida na terra da rainha. Faixas como “Pretty” e “Everything I Wanted” estão mais do que prontas para serem tocadas nos principais festivais do hemisfério norte. Outro destaque pra mim é “Entertainer”: densa, com um refrão bem interessante e recheada da melancolia que catapulta ao estrelato.
Sim, nós e mais a torcida do Flamengo acreditamos que este trio (ainda sem baixista fixo), seguirá o caminho triunfal do Fontaines DC. E um petardo como “Altar” só evidencia esse pensamento.
Altar – NewDad
Gravadora: Fair Youth / Atlantic Records
Ouvindo este trabalho, tenho apenas uma certeza: NewDad ergue seu altar no indie europeu e, proximamente, no âmbito global.
