Resenha: Galo Power – Lysergic Goove (2013)
Para cada álbum gravado por uma grande banda da década de 70, século passado, haverão pelo menos umas 50 bandas querendo emular como a “GRANDE BANDA”.
Não saberia dizer se a frase acima existe. Ao menos ela se torna uma verdade quando se descobre que há cada ano, mais e mais bandas bebem direto da fonte e conseguem acertar.
Óbvio que o caso do Galo Power é o acerto. Um senhor acerto!Uma banda de talento inquestionável. Um quarteto que soa setentista, e porque não? Mas que não faz questão alguma de fugir de suas influências, o que torna o quarteto goiano um poço de psicodelia banhada com o bom e velho hard rock, e se é bom?
É como se deitar e acordar em meio à um show deles, só que em 1971.
Mas para todos os adjetivos, existem o, porém.
O som soa (talvez propositalmente sujo e um pouco “fechado”) hermético. Como se a banda tivesse receio de deixar mais radiofônico e potente. Soa revisionista e as vezes um pouco mono, as vezes parece que se escuta a banda direto de uma rádio AM, não é que seja ruim, mas diminui o seu potencial.
Críticos são na sua grande maioria uma cambada de chatos que foram ou são músicos frustrados, mas como aqui não é caso, mesmo com um fone de ouvido acima da média, parece que a banda esqueceu de abrir alguma saída de som.
O som se torna um pouco abafado, mas mesmo com alguns poréns, é uma banda acima da média nacional, com virulência o suficiente para saírem da sua zona de conforto e arriscarem algo novo para um próximo trabalho.
E não poderíamos findar a critica sem destacar a excelente capa feita por: Thomas Bove e Jovan de Melo, um espetáculo!
Lysergic Goove – Galo Power
Gravadora: Monstro Discos
É como se deitar e acordar em meio à um show deles, só que em 1971.