Resenha: Instiga – Máquina Milenar (2005)
Quando se provoca alguém, ou algo, pode se usar também, o verbo instigar.
A ordem aqui, nessa obra composta por 14 faixas, é justamente isso. Não é simplesmente elaborar canções pops, nem galgar ao posto da nova sensação indie de Sampa, por conseqüência do restante do país.
Instiga, provoca como poucas bandas, pois abrem mão da complexidade de letras para acertar em um som que remete a um ótimo punhado de bandas, para em seguida soar suja, como se o desleixo fosse proposital. “Bastidores”, tem tantos andamentos e quebradas de seqüências lineares, que fica difícil saber se foi uma pequena obra prima da banda ou mera provocação.
Mesmo assim, acertaram na primeira faixa que abre esse belo CD.
“Máquina Milenar”, a terceira faixa é outro experimento da banda que de tanto arriscar nos deixa a impressão que não existem muitas bandas assim hoje em dia.
Bem Vindos ao belo e estranho mundo do Instiga, sujeira, distorções, lirismo e sim, ótimas letras!