Resenha: Malvada – Malvada (2025)

Resenha: Malvada – Malvada (2025)

(Reprodução)

O novo álbum homônimo da Malvada, o segundo de sua carreira, carrega no título a convicção de quem sabe o que quer: lugar de mulher é também no metal e, de preferência, no palco.

Produzido por Giu Daga, que soma três Latin Grammy na estante, o disco aposta numa sonoridade robusta, letras diretas e a mistura de inglês e português para atravessar fronteiras.

Malvada nasceu no turbilhão da pandemia, lá pelos primeiros meses de 2020 e, em cinco anos, já acumula turnês pesadas, presença em festivais de peso e agora uma gravadora italiana para uma promissora carreira internacional. O álbum marca a estreia de Indira Castillo (vocais) e Rafaela Reoli (baixo), dupla que injeta nova energia ao lado de Bruna Tsuruda (guitarra) e Juliana Salgado (bateria).

Destaques como “Down The Walls” e “Veneno” mostram a força de riffs e refrões que vão do heavy metal ao Hard Rock, ora mais puxado pro Pop.

Em um ambiente historicamente dominado por homens, a Malvada reafirma que representatividade não é só discurso: é presença, trabalho duro e palco. Ainda há espaço para evoluir, lapidar composições e explorar nuances, mas o trabalho Malvada (2025) deixa claro que a banda já encontrou seu caminho e que o mercado está investindo pesado em achar a “nova Crypta” ou a “The Warning ao sul do sul do mundo”.

7.0

Malvada – Malvada

Gravadora: Frontiers Music Srl

Para fãs de The Warning e Halestorm, aqui está uma aposta brasileira que merece ser ouvida.

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Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.