Resenha: Prince – Hit n Run Phase Two (2015)
“Hit n Run Phase Two”, o último álbum produzido e lançado em vida por Prince, é a sequência de “Hit n Run Phase One”, lançado alguns meses antes no segundo semestre de 2015 e originalmente apenas em mídias físicas e no Tidal, o álbum foi parar apenas recentemente em outras plataformas de streaming.
“Baltimore” inaugura o álbum de maneira excelente, mas é só. Há uma tentativa de voltar a um som mais swingado que o fez famoso, mas os esforços parecem insuficientes. Mais do que isso, parece que ele estava tentando manter sua relevância, buscando reviver seus tempos de glória na juventude, quase que uma crise de meia idade. “Xtraloveable” e “Screwdriver” soam como alguém que não está totalmente consciente de que não é mais jovem e sua sexualidade não é mais a de um rapaz. “When She Comes” segue uma linha similar e é extremamente constrangedora.
Uma nota positiva é que “Phase Two” é consideravelmente melhor que seu predecessor. Não é um álbum ruim, ele é cheio de swing, bons grooves e é extremamente dançante, mas é mediano. Talvez a pior palavra que exista para descrever alguém como Prince. O sujeito era singular e produziu um álbum que não tem nada de chamativo nele, nenhuma música memorável, nenhum hit genuíno. Muito provavelmente eu não estaria escrevendo esta resenha se o álbum fosse de outro artista, mas não estamos falando de qualquer artista.
Os padrões são outros.
Eu juro que eu queria ter coisas melhores para falar sobre o último trabalho do Prince, mas não deu. A segunda parte do megalomaníaco projeto em duas partes do finado guitarrista acabou ficando aquém do talento e do legado dele.
Hit n Run Phase Two – Prince
Gravadora: Universal Music
O último trabalho de Prince lançado em vida fica aquém do talento e do legado dele.