Resenha: Sting – 57th & 9th (2016)

Resenha: Sting – 57th & 9th (2016)

(Reprodução)

O décimo segundo álbum solo de Sting, 57th & 9th, é o primeiro em muitos anos em que vemos o retorno de um Sting mais roqueiro, mais parecido com o Police, porém mais pasteurizado. A voz de Sting não é mais a mesma, mas dá pro gasto. Pela primeira vez em muitos anos, não há nenhuma incursão em terrenos desconhecidos e experimentações com outros gêneros musicais ou o que se convencionou a chamar de “world music”. É um disco direto, sem muita frescura.

A estrutura do disco é bem aquela padrão de Lado A e Lado B, com os singles na primeira metade do disco e segunda metade do álbum, é mais lenta, com várias faixas acústicas, contrastando a pegada um pouco mais roqueira do começo do disco. Várias das músicas poderiam ter saído de qualquer disco do Police, como a pesada “Petrol Head” e a primeira faixa e primeiro single, “I Can’t Stop Thinking About You”. Já nas acústicas, o destaque fica com “If You Can’t Love Me”.

No final das contas, Sting lançou um ótimo, porém esquecível disco. Depois de ouví-lo umas três vezes, nenhuma das faixas me causou uma sensação duradoura. A segunda faixa, “50,000”, foi escrita logo após a morte de Prince, na Sting pensa em seus companheiros de armas, mortos e perdidos, como soldados em busca de uma causa. As cinquenta mil vozes dos fãs que entoam suas músicas o tornam imortal, mas eu duvido que cinquenta mil vozes cantarão o refrão de qualquer uma destas músicas num show.

7.2

57th & 9th – Sting

Gravadora: Universal Music

Um excelente, mesmo que esquecível, retorno de Sting ao Rock.

Alexandre Aimbiré

Alexandre Aimbiré

Três quatis num sobretudo. Eterno estudante de Letras, guitarrista de fim de semana, DJ ocasional e arquiinimigo do Skylab. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.