Resenha: The Lumineers – Cleopatra (2016)
O segundo disco dos Lumineers era exatamente o que eu esperava ouvir. A banda de Denver retorna com um indie folk doce e agradável, porém com aquele “plot twist” do segundo disco. A ambientação aqui, de fato´, é incrível. Pode-se imaginar estar num trem vendo paisagens do interior do Colorado pela janela. A faixa título “Cleopatra” é linda, com uma progressão crescente envolvente. O resto do álbum varia entre o mais do mesmo e algumas músicas um pouco entediantes, como “Gun Song”, que apesar da letra ser muito boa, a melodia chega a cansar em alguns momentos. É estranho chegar a se entediar com faixas curtas, mas em momentos, especialmente no final do disco, as coisas parecem que se arrastam.
Pois bem, o disco tem pouco mais de meia hora de duração e nenhuma de suas onze faixas tem mais de quatro minutos. É curto e quando você está se acostumando com eles, acaba. A ansiedade do segundo disco é clara, o velho dilema de ter que escolher entre se repetir e fazer algo novo. Aqui escolheram fazerem algo novo e talvez não tenham acertado em cheio, deram um fôlego novo para suas composições, a exemplo “Patience”, um instrumental de 1m36s que fecha o disco.
Apesar dos pontos fortes, não há nada demais neste disco, mas não creio que era o propósito da banda revolucionar nada. Entregam aqui com competência um som agradabilíssimo para se ouvir num domingo à tarde preguiçoso.
Cleopatra – The Lumineers
Gravadora: Dualtone Records
Um excelente disco pra se ouvir num domingo preguiçoso.