Resenha: The Cure – “Songs of a Lost World” (2024)
Deve ser muito difícil lançar qualquer outro trabalho depois do dia primeiro de novembro, de dois mil e vinte quatro.
Difícil e complicado, porque saiu um álbum inteiro do The Cure! Novo, sem releitura alguma, sem concessão alguma, mas com certeza que, esse novo álbum é um daqueles trabalhos que vai marcar uma geração inteira, acostumada a ouvir, músicas rápidas, na maioria das vezes, insipida, esquecíveis e sem efeito em quem escuta.
A música, do The Cure, banda com uma carreira longeva (estamos falando do final dos anos 70!), não deixou ninguém pelo caminho, pelo contrário. Flertou com o pop refinado (“Friday Im Love”), com clips cativantes (“Pictures of you” e “”Close To Me”) até chegar no famoso caminho pavimentado de: Não precisamos mais provar nada a ninguém”
A atmosfera soturna e reflexiva, envolve o ouvinte que realmente quer parar e apreciar um belíssimo trabalho que vai de encontro ao imediatismo a geração atual, seja lá qual for a pressa que existe em não poder parar para apreciar.
O The Cure, não se preocupa nem com os atuais “donos e hitmakers” do momento, tanto quanto também não se preocupa com o que a “crítica especializada” vai escrever, a banda, faz música como sempre deveria ser feita: como uma obra de arte, se você gostar, ok. Se não gostar, é problema seu.
Como é bom escutar uma obra de arte pensada em quem ama música, da maneira correta. Sem correr para escutar 15 minutos de 15 faixas.
Apreciar faixas como: “A Fragile Thing”, “Alone” e a faixa de encerramento, “ Endsong” com sensacionais, 10:23, é saber que: nossa década não está tão insípida musicalmente assim.
Nada menos 2024, do que uma das bandas mais soturnas e desafiadoras desde 1978 se posiciona contra o imediatismo!
Songs of a Lost World – The Cure
Gravadora: Universal Music