The Hives – The Hives Forever Forever The Hives (2025)

The Hives – The Hives Forever Forever The Hives (2025)

(Reprodução)

Os irmãos Almqvist e o resto da The Hives ficaram mais de uma década sem lançar um álbum completo até que, em 2023, surgiu o excelente The Death of Randy Fitzsimmons. Nesse trabalho, eles — literalmente — enterraram a persona que ditava as regras da banda e, com toda a potência acumulada em anos de semi-hiato, se libertaram de convenções antigas para voltar à estrada fazendo o que sabem de melhor: punk rock explosivo e shows cheios de energia. Dois anos depois, quase um ano após encerrar a turnê em São Paulo, os suecos retornam com mais um álbum: Forever The Hives The Hives Forever.

O início desse novo capítulo já veio marcado pelo single “Enough Is Enough”, divulgado junto com o anúncio do disco — uma pedrada no melhor estilo da banda, com riffs rápidos, bateria precisa e, claro, os gritos de Howlin’ Pelle. Logo em seguida, faixas como “Hooray Hooray Hooray” e “Bad Call” parecem feitas sob medida para o palco, com ganchos certeiros e refrões prontos para a plateia berrar junto. A primeira metade do álbum, até o interlúdio que sucede “Legalize Living” (outro single antecipado), é pura descarga de energia. Eu ouvi batendo cabeça sem parar.

Aliás, sigo batendo cabeça agora enquanto escrevo esta resenha.

Todo o álbum soa pensado para o ao vivo — e essa sempre foi a maior força da banda. A energia deles não cabe numa audição de fones de ouvido ou na caixinha estridente do seu computador. As músicas são urgentes e cheias de vitalidade, o que é especialmente impressionante para um grupo com tanta estrada. Almqvist já disse certa vez que o rock é “um eterno adolescente”, e aqui ele prova o ponto. Cheios de marra e arrogância juvenil, os Hives literalmente estendem o tapete vermelho para si mesmos e proclamam ao mundo: “sim, a gente é foda”.

Em 2019, a banda lançou o single “I’m Alive” que soava como um grito desesperado de sobrevivência — apesar dos problemas de saúde, da pandemia, de tudo, eles persistiam. Eles estavam vivos Com The Death of Randy Fitzsimmons e a turnê que se seguiu, a banda confirmou não só que estava viva, mas que seguia relevante e cheia de energia. Agora, com The Hives Forever Forever The Hives, eles se coroam — tal qual Napoleão Bonaparte — como os Reis do Rock.

E a única coisa que me resta dizer é: vida longa ao The Hives! The Hives para sempre! Para sempre The Hives!

9.5

The Hives Forever Forever The Hives – The Hives

Gravadora: Play It Again Sam

O quinteto sueco coroa a si mesmo — merecidamente — como a maior banda de rock da atualidade.

Alexandre Aimbiré

Alexandre Aimbiré

Três quatis num sobretudo. Eterno estudante de Letras, guitarrista de fim de semana, DJ ocasional e arquiinimigo do Skylab. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.