A primeira coisa que me chama a atenção no trocadilho do título com o nome da banda., é tão autoexplicativo que traz um leve sorriso antes mesmo de eu começar a escutar o disco.
E uma boa crítica, nos leva a origem então do segundo rebento do septeto (!!!!!!!) paulistano, os míticos Estudios Abbey Road, em Londres, cidade cortada por qual rio?
Esse grupo, o qual tive a alegria de descobrir recentemente e com o reforço de nosso editor, Fred; bebe absurdamente na Vanguarda Paulistana. Há décadas atrás quando Itamar Assumpção e sua Isca de Polícia, Arrigo Barnabé, Tetê Espindola, Ná Ozzeti e Rumo surgiram como uma bomba atômica em São Paulo, não imaginariam que décadas depois, teriam herdeiros naturais, como por exemplo: Tietê.
Eu gosto de bandas que se arriscam, que se entregam de tal maneira, que parece que todos os músicos estão ali para criarem um delírio, um sonho sonoro, e é aí que faixas como: “Maçã Podre”, “Eu Vi o Fim” e a belíssima “Geologia” conseguem de uma maneira nada convencional trazer isso à tona, a loucura e ritmos diversos: jazz, mpb, música indiana, instrumentos de sopro..a lista é longa, a idade dos jovens é baixa e o talento é nas alturas!
2026 está insano, e Tietê tem culpa nisso também…
Vá escutar agora o álbum, vale muito a pena!
TÂMISA – TIETÊ
Gravadora: Açafrão Discos
Herdeiros diretos da Vanguarda Paulista, o sepeteto lança um trabalho primoroso!
