Tutu Nana – Masculine Assemblage (2025)

Tutu Nana – Masculine Assemblage (2025)

(Reprodução)

Nascida das cinzas (embora uma das peças da atual equação, possa contrariar o pensamento de uma pseudo continuidade) da John Filme (Chapecó), a Tutu Nana, é um quarteto radicado em São Paulo, mas com fortes raízes na música livre e na forte transgressão e um forte propósito: por que acreditar em um estilo quando podemos usar todos? 

Com 8 faixas visitando inúmeros ritmos — indie, jazz, jazz fusion, minimalismo… — a Tutu Nana entra de vez no hall das bandas que se soltam das amarras sonoras.  

Na terceira faixa, “Necessaire”, consegui enxergar uma referência bastante interessante, que é transformar a canção em algo visual, como Serge Gainsbourg fazia há décadas atrás. 

O jazz continua na canção “Pista”, com aquela pegada de letras nonsense, cadência crescente e a liberdade de uma banda livre, para ousar e experimentar de tudo, a graça é justamente essa! Ligar os equipamentos e deixar a liberdade comandar. 

“Falsa-Coral” é um deleite puro! Psicodelia, flauta transversal, viagem, baixo, e uma crescente…

E o que vem a seguir vem ser a prova viva que, para algumas bandas, a liberdade é o infinito: mais minimalismo, mais experimentações e mais lisergia, onde poderia soar tudo uma imensa loucura, a loucura se transforma em uma imensa imersão da experimentação sonora e transborda em alegria e loucura, como deve ser na música. 

Tom Jobim, onde estiver, estaria feliz conversando com Frank Zappa.

8.4

Masculine Assemblage – Tutu Nana

Gravadora: Seloki Records

Tudo vale a pena, quando a música é livre, quando cabe na mesma linha: Tom Jobim e Frank Zappa!

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.