Sexta-feira, 20h. Um bom horário para chegar ao Balbúrdia e prestigiar mais um show de Marcelo Gross, eterno ex-atual guitarrista da Cachorro Grande. Dessa vez, em formato solo, atendendo pelo singelo nome de GROSS.
Após menos trânsito do que o habitual para uma sexta-feira, cheguei à cervejaria Balbúrdia, que eu conhecia apenas de nome — e fiquei surpreso. Ambientes amplos, uma vista digna de atualizar o Instagram, com a sempre imponente Ponte Hercílio Luz, a “Velha Senhora” para os íntimos, ao fundo. O espaço é gigante, com diferentes ambientes, bar exclusivo de chopp, drinks, hamburgueria, parrilla… é de cair o queixo. Certamente voltarei mais vezes.
Encontrei os parceiros e, entre uma cerveja e outra, falamos sobre equipes de criação, geração Z, chefes tcholas — e, claro, música. Rolou uma análise do cenário atual do sul do país. Papos sempre proveitosos, ainda que nichados. Mas é sobre isso.
Aí, quando menos se espera, GROSS solta os primeiros acordes de “Alô Liguei”, quinta faixa do seu segundo disco duplo, “Chumbo & Pluma”. Acompanhado por Júlio Squatt na bateria e o argentino Andy Pugliese no baixo, o trio desceu a lenha no palco, alternando músicas da carreira solo com clássicos da Cachorro Grande.
Não exatamente na ordem, mas passaram por ali: “Me Recuperar”, “Eu Aqui e Você Nem Aí”, “Dia Perfeito”, “Que Loucura”, “Sinceramente”, “Purpurina” e “Coisas Impossíveis” — versão em português de um clássico de Gustavo Cerati. Ainda teve cover de The Who, The Rolling Stones, The Beatles e Oasis, com Pugliese assumindo os vocais em “Rock’n’Roll Star”.
Depois de umas 16 ou 18 músicas, Marcelo Gross agradeceu mais uma vez a oportunidade de tocar no Balbúrdia, e o show chegou ao fim. Ele ainda ficou por ali, trocando ideia com a galera e tomando umas geladas. Eu fui embora cedo — precisava acordar no sábado.
Mas valeu a pena estar exatamente onde eu estava: chopp gelado na mão, ouvindo o bom e velho rock.



