Turnê passa por sete cidades brasileiras e inclui apresentação especial do Zakk Sabbath em São Paulo com clássicos do Black Sabbath
Existe um tipo muito específico de banda que ultrapassa o simples status de grupo de metal e acaba virando quase uma irmandade. Desde o fim dos anos 1990, a Black Label Society ocupa exatamente esse espaço. Liderada pelo guitarrista, vocalista e figuraça Zakk Wylde, a banda construiu uma das identidades mais reconhecíveis do heavy metal moderno: riffs gigantescos, solos cheios de harmônicos absurdos, estética biker e uma mistura muito particular de peso, melancolia e southern rock.
Agora, o grupo retorna ao Brasil para uma extensa turnê em outubro, com sete apresentações passando por Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Limeira. A realização é da Liberation Music Company.
As datas anunciadas são:
- 10/10 — Curitiba — Tork n’ Roll
- 11/10 — São Paulo — Carioca Club (Zakk Sabbath)
- 13/10 — Belo Horizonte — Mister Rock
- 15/10 — Brasília — Toinha
- 17/10 — Rio de Janeiro — Sacadura 154
- 18/10 — São Paulo — Terra SP
- 20/10 — Limeira — Mirage
O destaque da turnê fica para a primeira apresentação em São Paulo, que será dedicada ao Black Sabbath através do projeto Zakk Sabbath. Mais do que uma simples banda tributo, o projeto funciona como uma verdadeira celebração da sonoridade criada por Tony Iommi e companhia — com guitarras ainda mais pesadas, amplificadores no limite e um repertório formado por clássicos absolutos do metal.
A escolha faz sentido. Poucos músicos carregam a influência do Sabbath de forma tão evidente quanto Zakk Wylde. Seja no peso arrastado dos riffs, na atmosfera sombria ou no groove quase hipnótico de muitas composições do Black Label Society, a herança da banda britânica aparece o tempo inteiro.
Ao longo de mais de duas décadas, a Black Label Society também consolidou uma relação muito próxima com seus fãs, conhecidos como “Berzerkers”. Parte disso vem da própria personalidade do grupo: apesar da estética agressiva e motociclista, os discos da banda frequentemente alternam entre pancadas pesadíssimas e momentos surpreendentemente emotivos. Faixas como In This River ajudaram a transformar o BLS em algo maior do que apenas mais um nome do heavy metal dos anos 2000.
A nova passagem pelo Brasil também reforça um formato de turnê cada vez mais raro e valioso: shows em casas médias, próximos do público, sem a distância das arenas e com aquela sensação clássica de celebração coletiva do metal. Menos espetáculo gigantesco e mais volume ensurdecedor, suor e cerveja cara em venues lotados.
Exatamente como deve ser.



