Tangolo Mangos – Pedágios y Caronas (2026)

Tangolo Mangos – Pedágios y Caronas (2026)
(Reprodução)

A vida anda acelerada demais. Mas, às vésperas do show da Tangolo Mangos no Desgosto Bar, vulgo amanhã, precisei parar um pouco para escrever sobre Pedagios y Caronas, segundo álbum da banda baiana.

E ainda bem. Porque, no meio de tanta música descartável, a Tangolo Mangos parece interessada justamente no contrário: criar uma identidade própria, alicerçada em diferentes estilos.

“Pedagios y Caronas” amplia tudo o que a banda já insinuava em “Garatujas” (2023): psicodelia tropical, grooves quebrados e percussões que parecem vir de algum carnaval pós-pandêmico, do interior da Bahia.

Musicalmente, a banda mistura rock experimental, ritmos nordestinos, stoner, synths e até umas escapadas latinas. Faixas como “Ohayo Saravá” e “Lua de Fogo” mostram uma banda cada vez mais confortável em expandir sua própria “bagunça sonora”, enquanto “Sofá” e “Açafrão” desaceleram tudo e deixa o disco respirar.

No fim, “Pedagios y Caronas” é um disco sobre movimento, trânsito e pequenos colapsos cotidianos. Um álbum quente, humano e psicodélico na medida certa, que confirma a Tangolo Mangos como uma das bandas mais interessantes do Brasil hoje.

Pedágios y Caronas – Tangolo Mangos

Gravadora: Deck

Em um disco certeiro, Tangolo Mangos apresenta a ampliação do seu universo musical e nos apresenta um dos melhores álbuns de 2026.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.