Banda catarinense se apresenta no projeto Prata da Casa e confirma seu papel de destaque na nova cena do rock brasileiro.
Em uma quinta-feira fria na capital paulista, os caminhos para fãs do novo rock nacional tinham dois endereços: o Circuito Nova Música (que acontecia no Cine Cortina) e o show da banda catarinense Exclusive Os Cabides, no Sesc Pompeia. Escolhi assistir aos Cabides.
Curiosamente, a primeira vez que assisti à banda foi na edição do Circuito Nova Música. Ali deu para perceber a intensidade do show desses cinco jovens que estão (junto com outras bandas) colocando a cena catarinense em destaque no novo rock brasileiro. Uma prova disso é que o show do Sesc Pompeia estava dentro do projeto Prata da Casa, que já recebeu nomes como Céu, Vanessa da Mata, Curumin, Mombojó e Tulipa Ruiz. Então já dava para perceber que esse era um momento importante na carreira deles.
Com cinco minutos de atraso, a banda sobe ao palco da Comedoria do Sesc Pompeia, que recebeu um bom público, e inicia o show com “Bicicleta”, música que abre o EP Feliz e Triste ao Mesmo Tempo (já resenhado aqui no Under Floripa) e que tinha este como show de lançamento. Quando a banda surgiu, parecia um pouco nervosa, o que seria normal, mas logo já estava com a pegada alegre que caracteriza os Cabides. E essa energia explica os fãs animados que acompanham a banda nos shows (no Circuito Nova Música eles foram a banda que mais empolgou o público).
Um outro ponto que me chamou a atenção foi que a banda sabia da importância do show no Sesc. Ao tocar “AAAAAAAA”, o vocalista Antônio diz: “Vamos fazer uma faixa pouco tocada ao vivo, pois sabe como é, ‘sesquizinho’ é importante”. Em 17 faixas, a banda contentou os fãs de rock dos anos 60, dos anos 90 e da psicodelia. E, ao vivo, elas soaram muito bem, ainda mais com seu humor peculiar. Faixas como “Luminária de Lava”, “Sonho Estranho”, “Pilha Eletrônica” e “Verão e Brechó” funcionaram muito bem ao vivo. A galera puxou um coro de “Cabides, Cabides”. “Fazer Qualquer Coisa Hoje” encerrou o show em grande estilo.
Uma noite para ficar na lembrança por dois motivos: primeiro, por ver uma banda de Santa Catarina mostrando para a maior metrópole brasileira a qualidade e personalidade de seu som; e segundo, pelo fato de que os Cabides me lembraram quando assisti, eras atrás, aos Cascavelettes. O quinteto catarinense mostrou que o humor dos gaúchos continua vivo e fazendo a alegria dos fãs de rock.



