Graham Coxon – Castle Park (2026)

Graham Coxon – Castle Park (2026)
(Reprodução)

Se eu utilizasse o ChatGPT para fazer essa resenha pra mim, certamente ele poderia começar com uma frase no estilo “Castle Park é daqueles discos que parecem desafiar o tempo”. É nesse caso, é bem isso mesmo.

A questão é que esse álbum foi gravado em 2011 e lançado somente mês passado. Ou seja, lá se vão quinze anos na vida de Graham Coxon, integrante e co-fundador do Blur. O que você estava fazendo 15 anos atrás? Seus gostos mudaram? Sua percepção de vida estava aonde? Enfim, de fato é algo muito louco de se pensar, pois é meio que abrir uma cápsula do tempo.

E ao longo das faixas 10 novas-velhas faixas, Coxon explora uma sonoridade introspectiva, melancólica e levemente experimental, mas sempre dentro do amplo universo onde o guitarrista sabe nadar de braçada. Gostei bastante do álbum como um todo, onde destaco “Billy Says”, “Alright” e “Easy”, que ganhou um belo clipe.

Vou ser sincero com vocês e dizer que desconheço se essas faixas já foram trabalhadas ou executadas em shows do artista. Não acompanho muito a carreira do guitarrista e fiquei visivelmente chateado por eles não tocarem aqui no Brasil em 2023, mas porra é um baita álbum e uma narrativa/storytelling foda, que merece ser contada, sem falar na qualidade de um dos maiores músicos da sua geração.

Castle Park – Graham Coxon

Gravadora: Transgressive Records

Um resgate tardio que, felizmente, encontrou o momento certo para ser ouvido.

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Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.