Capim Cósmico – Ruído Colateral Crônico (2026)

Capim Cósmico – Ruído Colateral Crônico (2026)
(Reprodução)

Com a fama de ser um dos lugares mais místicos do Brasil, São Thomé das Letras é também a casa da destemperada e interessante Capim Cósmico, projeto criado por Mateus Cursino e calcado no indie rock psicodélico e no rock alternativo. E, por uma dessas curiosidades que a música proporciona, a banda acaba de lançar “Ruído Colateral Crônico”, seu primeiro full-length.

Temos aqui nove faixas em menos de 30 minutos que destilam um rock sujo, garageiro, envolvente e guiado por riffs de guitarra. O festerê se inicia com “capivara & fuzz”, de pegada marcante, e segue com as enfáticas e corretas “Mais um Dia”, “Enquanto Te Atrai” e “Labirinto”. Essas três faixas apresentam uma sonoridade mais limpa e melódica, com menos distorção. A quinta música é “Que pó não vicia”, onde voltamos a encontrar um peso maior, remetendo bastante à banda nacional Undo, especialmente nessa faixa.

Na sequência, temos “Carma Cotidiano”, em que as nuances psicodélicas se tornam mais evidentes. O rock volta a tomar conta em “A vida é um inverno”, que traz, na minha opinião, a melhor letra do álbum. O tiro final é composto por “Corações Solitários”, “Cirrose Hepática” e “Mas Eu Só Seu Eu”, belas baladas que falam sobre amores e excessos etílicos sem soar caricatas ou infantis.

“Ruído Colateral Crônico” é um trabalho interessante, que pode agradar bastante quem busca sair um pouco do circuito das bandas já conhecidas e descobrir algo novo, distante do que costuma ser empurrado pelos algoritmos.

Ruído Colateral Crônico – Capim Cósmico

Gravadora: Marã Música

Capim Cósmico foge do algoritmo e conquista pelo rock cru e psicodélico

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.