FISHBONE BOTA PÚBLICO PAULISTA PARA DANÇAR.

FISHBONE BOTA PÚBLICO PAULISTA PARA DANÇAR.

(Reprodução)

O aquecimento para o novembro lotado de shows gringos em São Paulo começou no feriadão que encerrou outubro (da vitória). No último dia deste mês infinito (que superou o agosto), o Fabrique Club recebeu a visita da banda Fishbone, votando a tocar em terras brasileiras, com produção da Powerline e da Maraty.

A proposta do rolê era começar e terminar cedo. As 18h, em ponto, subiu ao palco a banda Maga Rude que fez um show divertido, com uma boa pegada ska/punk/reggae. Ao longo dos 50 minutos de how tivemos covers de Mutantes, Madonna, músicas autorais e participações especiais (Natalia Matos e Camila Araújo, do Punho de Mahin), as meninas fizeram o aquecimento perfeito para o bom público presente.

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As 19:30h, com uma casa cheia, sobe ao palco a grande atração da noite: a banda americana Fishbone. Quando os primeiros acordes de When Problems Arise ecoaram no Frabrique, deu para perceber que a pista ia ferver. Com dois discos clássicos nos anos 80 (In Your Face & Truth and Soul), a banda retornou ao Brasil para divulgar seu mais recente álbum Stockholm Syndorme (que só teve a música Racist Piece of Shit no set).

Com o núcleo formado por Angelo Moore (vocais e sax), Christipher Dowd (vocais e teclados) e Tracey “Spacey T” Singleton (guitarra), a banda mostrou que sabe como fazer um som dançante de qualidade. Muito legal ver o ótimo público presente dançando alegre e curtindo Angelo e sua trupe comandar a “balada”.

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Aqui cabe um destaque, na minha opinião, para Tracey “Spacey T” Singleton, que faz riffs dançantes e psicodélicos ao mesmo tempo. O repertório foi focado no álbum In Your Face, com pedradas como Moments In the Light, A Sellection, Cholly e Give it Up incendiando a pista (que contava com vários nomes importantes da cena punk paulista, como Clemente e Ariel Invasor).

Em 90 minutos o baile foi intenso (teve o cover do Ohio Players, Love Rollercoster), com direito ao bis de Everyday Sunshine, que faz todo mundo balançar o esqueleto (ok, essa expressão é antiga mas resume o momento).

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As 21h o público saia do Fabrique com aquela sorriso no rosto e a sensação de que o sábado já tinha garantido uma ótima diversão. Obrigado aos envolvidos! Vida longa aos bons sons!

Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.