Fosco e Binarious unem forças em “Duas Visões” e celebram encontro da cena alternativa do Distrito Federal

Fosco e Binarious unem forças em “Duas Visões” e celebram encontro da cena alternativa do Distrito Federal

(Reprodução)

A cena de rock do Distrito Federal é uma das mais importantes dentro do rock nacional. De lá vieram inúmeras bandas que marcaram época no cenário musical brasileiro. E a renovação, com novas bandas, da cena segue acontecendo.

Dois caminhos construídos dentro da cena independente do Distrito Federal se encontram em Duas Visões, novo single da Fosco com participação da Binarious, que chegou às plataformas digitais no dia 06 de novembro. A colaboração aproxima duas bandas ativas no circuito brasiliense e transforma uma relação que começou pela proximidade e amizade entre os grupos em uma faixa que expande o universo musical da Fosco.

Com elementos de emo, rock alternativo e rock eletrônico, além do uso de sintetizadores, “Duas Visões” conecta referências dos anos 2000 e 2010 a uma produção contemporânea. Entre os nomes que atravessam o repertório de influências do trabalho estão bandas brasileiras como Fresno, Pitty, Menores Atos e Far From Alaska, além de referências internacionais como Skillet, Lacuna Coil, The Kills e Baroness.

A música começou a ganhar forma ainda no final de 2019, quando surgiram suas primeiras demos. Naquele momento, a Fosco estava concentrada na pré-produção de Microverso, primeiro EP do grupo, e decidiu guardar a composição para um trabalho futuro. Depois do lançamento do disco, em 2022, e do videoclipe de Prepotência, no ano seguinte, a banda voltou a trabalhar em novas músicas e iniciou oficialmente, em agosto de 2024, a pré-produção do projeto que daria origem ao EP Ecoar, ao lado do produtor Ricardo Ponte.

Foi durante esse processo que nasceu a ideia de convidar a Binarious para participar de Duas Visões. A aproximação não surgiu apenas de uma escolha musical: as duas bandas já mantinham uma relação de amizade e proximidade dentro da cena do Distrito Federal. O convite abriu um processo colaborativo que se estendeu pelos meses seguintes, com trocas de ideias sobre o arranjo à distância, encontros presenciais, sessões no estúdio de Ricardo Ponte.

“Essa foi a primeira vez que tivemos uma parceria com outra banda, que permitiu que a gente alcançasse um potencial criativo maior, além delas colocarem a marca delas no arranjo.”, conta Matheus Carpes, vocalista e guitarrista da Fosco.





Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.