Autor: Alexandre Aimbiré

Três quatis num sobretudo. Eterno estudante de Letras, guitarrista de fim de semana, DJ ocasional e arquiinimigo do Skylab. Manézinho de nascimento, criado em Porto Alegre e atualmente mora em São Paulo. Como todo bom crítico, já tocou em várias bandas que não deram em nada.

Caê Rolfsen abandona seu sobrenome no seu segundo disco e assina “A Nave de Odé” apenas como Caê. Fora isso, não há muita mudança no som do músico/vocalista/produtor/arranjador paulistano. Aliás, essa coisa de ser paulistano, que permeava muito do seu primeiro disco “Estação Sé”, continua se mantendo forte neste disco, que a toda oportunidade faz […]

O segundo disco dos Lumineers era exatamente o que eu esperava ouvir.  A banda de Denver retorna com um indie folk doce e agradável, porém com aquele “plot twist” do segundo disco. A ambientação aqui, de fato´, é incrível. Pode-se imaginar estar num trem vendo paisagens do interior do Colorado pela janela. A faixa título […]

Vamos tirar uma coisa do caminho antes de eu começar esta matéria: Eu acho que o Aerosmith é uma das maiores e melhores bandas de todos os tempos. Sou fã deles desde que assisti o videoclipe de “Falling In Love (Is Hard On The Knees)” em 1998 na MTV. Um dos primeiros CDs que eu […]

Botei os olhos na capa em preto e branco, no triângulo que decora a arte de capa e no ar blasé dos integrantes da banda e me veio à mente o meme do Doge: “wow so hipster much triangle very glasses wow so alargador wow” O disco entrega exatamente o que se ele se propõe […]

Quando eu rebeci este disco para resenhar, “Budapest” já havia tocado em altíssima rotação em praticamente todas as rádios FM que eu costumo ouvir quando estou dirigindo. Eu gosto dessa música, e muito. Gosto de sua simplicidade da voz, da sua construção. Mas este disco é muito mais que um single. “Wanted on Voyage”, disco […]

Sabe quando você olha pra uma coisa e sabe exatamente o que vem pela frente? Foi o que aconteceu quando “Elemento Surpresa” caiu no meu colo. Eu olhei pra capa, vi o cabelo impossivelmente vermelho da vocalista Dri Santana, as roupas pretas, o baterista que não usa mangas, a arte exageradamente cinza tentei não fazer […]

A palavra chave aqui é “energia” e Ellie Goulding tem isso de sobra. Quem, como eu, viu a performance dela no Lollapalooza Brasil em 2014 sabe do que eu estou falando. Porém, aqui temos uma cantora um tanto diferente da que veio a São Paulo dois anos atrás. “Delirium”, terceiro álbum da cantora, tem uma […]

Peguei este disco pra resenhar e segurando ele eu pensei em como o Eric Clapton ficou cada vez mais bundão com a idade. Coloquei o CD pra tocar, repetindo como se fosse um mantra: “Isto vai ser uma bosta”. Play. No primeiro acorde, o mais puro creme saiu no meu fone e eu me rendi. […]

A primeira faixa de um disco é como a primeira linha de um livro, é uma declaração de intenções. Nos primeiros acordes ouve-se do que o resto do disco será feito o que vem pela frente. Muitas vezes é a música mais forte e geralmente o primeiro single. Tendo dito isto, eu preciso dizer que […]

Vou confessar que nunca embarquei no hype do Chet Faker. Sempre ouvi a versão de “No Diggity”, que tocou em alta rotação em 2013, com um certo desdém. É legal, porém, nada demais. Tive a mesma impressão ouvindo “Built on Glass”, o primeiro LP do australiano. O disco começa devagar, bem devagar. Volumes baixos, graves […]