Hoovaranas no Sesc Prainha. Ou o que tem na água do Paraná?

Hoovaranas no Sesc Prainha. Ou o que tem na água do Paraná?

(Luciano Vitor/Under Floripa)

O trio paranaense levou ao Sesc Prainha um instrumental preciso, nervoso e psicodélico — sem aliviar porque o palco era um teatro.

São poucas vezes em que na mesma noite você encontra seus amigos de site para assistirem um show juntos.

Esse que vos escreve, Catatau, direto de São Paulo, Renan, Catarina e Nina, uma turminha feliz, com a adição mais que especial do querido Vitor, filho do Catatau.

Entre conversas sobre o quão frio estava, direito funerário (sim, descobrimos isso ontem!) e a falta de cervejas no SESC (sim, sabemos que não pode!), logo eram 20h e passavam das 20h10 quando começou o trio de post-punk instrumental Hoovaranas.

Embasado em camadas de post-punk, jazz fusion e cadência seca, o trio formado por Eric Santana (bateria), Reahel Martins (guitarra) e Jorge Bahls (baixo) foi extremamente matemático.

Brilhantismo, notas precisas e sobreposição musical.

Hoovaranas no Sesc Prainha. Ou o que tem na água do Paraná? 2
(Luciano Vitor/Under Floripa)

Em algumas bandas, a sonoridade se torna um uníssono; em outras, um casamento entre baixo, guitarra e bateria.

No caso do Hoovaranas, a complexidade do som faz com que a massa sonora soe em três partes iguais: você escuta a bateria em alguns momentos, quando o instrumento assume o protagonismo, para depois perceber o destaque da guitarra, até chegar ao baixo.

Em alguns momentos, dá para notar a influência de um Azymuth turbinado com bastante etanol; em outros, a psicodelia ácida.

Com um setlist baseado no último disco da banda, III, e em algumas faixas do segundo disco, Alvorada, o trio foi preciso e, em alguns momentos, o instrumental parecia um punk sujo e nervoso, sem concessões e sem aliviar porque estavam em um teatro.

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(Luciano Vitor/Under Floripa)

Por pouco mais de uma hora, a banda atraiu a atenção do teatro lotado, provando que a curadoria do SESC Prainha está mais do que antenada com as novas bandas que vêm conquistando seus espaços pelas cidades país afora.

Após o show, batemos um papo com a banda, que em breve poderá ser conferido em nosso Instagram.

Luciano Vitor

Luciano Vitor

Formado em Direito, frequentador de shows de bandas e artistas independentes, colaborou em diversos veículos, como Dynamite, Laboratório Pop, Revista Decibélica, Jornal Notícias do Dia, entre outros. Botafoguense moderado, é carioca radicado em Florianópolis há mais de 20 anos.