O trio paranaense levou ao Sesc Prainha um instrumental preciso, nervoso e psicodélico — sem aliviar porque o palco era um teatro.
São poucas vezes em que na mesma noite você encontra seus amigos de site para assistirem um show juntos.
Esse que vos escreve, Catatau, direto de São Paulo, Renan, Catarina e Nina, uma turminha feliz, com a adição mais que especial do querido Vitor, filho do Catatau.
Entre conversas sobre o quão frio estava, direito funerário (sim, descobrimos isso ontem!) e a falta de cervejas no SESC (sim, sabemos que não pode!), logo eram 20h e passavam das 20h10 quando começou o trio de post-punk instrumental Hoovaranas.
Embasado em camadas de post-punk, jazz fusion e cadência seca, o trio formado por Eric Santana (bateria), Reahel Martins (guitarra) e Jorge Bahls (baixo) foi extremamente matemático.
Brilhantismo, notas precisas e sobreposição musical.

Em algumas bandas, a sonoridade se torna um uníssono; em outras, um casamento entre baixo, guitarra e bateria.
No caso do Hoovaranas, a complexidade do som faz com que a massa sonora soe em três partes iguais: você escuta a bateria em alguns momentos, quando o instrumento assume o protagonismo, para depois perceber o destaque da guitarra, até chegar ao baixo.
Em alguns momentos, dá para notar a influência de um Azymuth turbinado com bastante etanol; em outros, a psicodelia ácida.
Com um setlist baseado no último disco da banda, III, e em algumas faixas do segundo disco, Alvorada, o trio foi preciso e, em alguns momentos, o instrumental parecia um punk sujo e nervoso, sem concessões e sem aliviar porque estavam em um teatro.

Por pouco mais de uma hora, a banda atraiu a atenção do teatro lotado, provando que a curadoria do SESC Prainha está mais do que antenada com as novas bandas que vêm conquistando seus espaços pelas cidades país afora.
Após o show, batemos um papo com a banda, que em breve poderá ser conferido em nosso Instagram.



