Jair Naves, Vitor Brauer e Renan Benini. Um trio que dispensa apresentações.
Lupe de Lupe + Ludovic.
A menção ao clássico de Sergio Leone é ironia pura, mas fico na dúvida de quem era quem no filme supramencionado. Você tem a acidez e a virulência de Vitor Brauer na bateria, Jair Naves e Renan Benini nas cordas: um power trio com o melhor da música independente.
A banda, ou All Stars, desceu a lenha e encheu a Desgosto.
Com canções das duas bandas, o trabalho em si era apenas transformar uma noite em um encontro de gerações. Não aquelas ali no palco, com décadas de excelentes serviços prestados à música independente, mas gerações recentes do público.
Adolescentes com os pais juntos, geração na casa dos vinte e poucos anos e uma certeza: o gosto musical da nova cepa está antenado com o que buscamos trazer no site: música na mais pura essência, música de todos os cantos, rincões e localidades, sem preconceito.
E foi simplesmente um show absurdo.
O post-punk, a crueza e a aspereza das canções das bandas, no melhor estilo DIY.
O show teve vários pontos altos, um deles quase catártico, quando o trio tocou “Redenção (Três Gatos e um Cachorro)”, canção de 2025 da Lupe de Lupe.
A subversão da música foi unir duas bandas e fazer um pot-pourri das melhores músicas das duas.
E sim, é possível fazer isso dentro da música indie, com ora Jair Naves sendo o frontman, ora Vitor Brauer, ou Renan, insuflando a turma.

Outro ponto alto foi “Gaúcha”, e uma certeza: a Desgosto continua trazendo as melhores bandas e artistas em 2026. Tanto que Jair Naves citou que ficou muito tempo sem se apresentar em Florianópolis e que, em menos de um ano, essa era a sua segunda passagem pela cidade.
Ali, no pequeno e acolhedor palco da Desgosto Bar, sua tela de proteção lateral, a pelúcia branca nas caixas de som e a sempre presente luz vermelha incidindo sobre as bandas ou artistas.
E, óbvio, não podemos nunca esquecer do atendimento VIP da Julia logo que você entra para comprar bebidas. O sorriso e a simpatia fazem a noite valer a pena.


