Hangar do Inferno: Six Feet Under estreia em São Paulo com show memorável

Hangar do Inferno: Six Feet Under estreia em São Paulo com show memorável

(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Após décadas de espera, Chris Barnes trouxe pela primeira vez o Six Feet Under ao Brasil. Com abertura de Red n Hell e Chaos Synopsis, banda entregou uma apresentação intensa no Hangar 110.

E começou novembro, mês que terá uma agenda de shows frenética na capital paulista. E, para marcar a abertura da agenda, São Paulo recebeu pela primeira vez o Six Feet Under, banda que nasceu quando o intenso vocalista Chris Barnes deixou o Cannibal Corpse e fez dela a sua banda.

Após décadas de espera, os fãs brasileiros tiveram a chance de ver Chris e seus comparsas nos palcos nacionais (a turnê tem quatro datas no Brasil) e conferir o mais recente álbum, Next to the Bone.

Eram 19h00 quando cheguei ao Hangar 110 para ver a primeira atração da noite, o quarteto de death metal Red n Hell, que fez um show curto (30 minutos) e passou por músicas que integram os quase 20 anos de existência da banda. Ah, já tinha um bom público presente no local.

Às 19h45, o quarteto Chaos Synopsis subiu ao palco para um show um pouco maior (40 minutos), com um público que já lotava a casa e curtiu bastante o death/thrash. A mistura de velocidade, peso, riffs rápidos e vocal gutural funcionou muito bem e deixou os presentes prontos para o show principal.

No intervalo de aproximadamente 40 minutos, o DJ colocou músicas variadas, de Sex Pistols a Deep Purple, passando por Judas Priest e Anthrax. Ou seja, não deixou a peteca cair.

Às 21h10, finalmente, o Six Feet Under subiu ao palco e começou a tocar War Is Coming. A casa veio abaixo, e quem estava na frente da pista fazia parte dos empurrões que vinham do fundo. Na sequência, Silent Violence e Revenge of the Zombie incendiaram de vez o público, que lotou cada espaço da casa.

Hangar do Inferno: Six Feet Under estreia em São Paulo com show memorável 2
(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Nesse show, estava sem o destemido e ágil Alexandre Aimbiré, nosso Bob Gruen, e confesso: não foi fácil fazer as fotos que estão aqui. E isso devido ao público, que estava enlouquecido com os acordes e berros que ecoavam no Hangar 110. Mas deu tudo certo.

Na atual turnê, consolida-se a parceria de Barnes com o guitarrista Jack Owen (também ex-integrante do Cannibal Corpse). E, se Barnes é mais fechado ao longo do show, Owen agitou a galera (pediu palmas, deixou os que estavam perto do palco “tocar guitarra com ele”, distribuiu palhetas e fez várias caretas). Um show à parte.

Hangar do Inferno: Six Feet Under estreia em São Paulo com show memorável 4
(Rogério Duarte/Adobe Firefly)

Ao vivo, o Six Feet Under é uma mistura de death metal, doom metal e sludge em intensidade máxima. O set escolhido passou por vários discos da banda, que ainda fez covers de AC/DC (“T.N.T.”) e do Cannibal Corpse (Stripped, Raped and Strangled e Hammer Smashed Face) para encerrar o show.

Um show memorável para abrir o mês de novembro. Obrigado, Six Feet Under.

Hangar do Inferno: Six Feet Under estreia em São Paulo com show memorável 6
(Rogério Duarte/Adobe Firefly)
Catatau

Catatau

Urso isolado no parque de Yellowstone, local aonde escuta vinis e CDs estranhos. Radical opositor de streaming e de quem filma shows, sempre busca descobrir o novo Roxette do século XXI.