Novo single de Felipe Puperi inaugura ciclo do quarto álbum do Tagua Tagua e ganha clipe que mistura amizade, situações estranhas e estética dos anos 1980 e 1990
Tem coisa que simplesmente faz a onda bater. É essa sensação que Felipe Puperi transforma em música e imagem no novo single do Tagua Tagua, “Fez a Minha Onda Bater”, lançado ontem, terça-feira, 18 de agosto. A faixa chega acompanhada de um videoclipe dirigido por Lucas Mooluscos e abre o ciclo do quarto álbum do projeto, previsto para 2027.

Musicalmente, a faixa parte de guitarras suingadas e uma linha de baixo melódica, aproximando o Tagua Tagua de referências brasileiras como Cassiano e Jorge Ben. Ao mesmo tempo, mantém a pesquisa sonora que Felipe vem desenvolvendo ao longo da carreira, equilibrando referências do passado com uma produção contemporânea.
Para Puperi, a música nasceu da busca por uma sensação específica: aquela euforia que toma conta quando alguma coisa realmente boa acontece. Ele compara a faixa à experiência de dirigir por uma estrada vazia em direção ao pôr do sol.
“Fez a Minha Onda Bater” também chega pouco mais de um ano depois de RAIO, terceiro álbum do Tagua Tagua, lançado em 2025. No disco, Felipe Puperi mergulhou na disco music e em referências das pistas dos anos 1970 e 1980, mantendo a mistura de psicodelia, soul, funk e música brasileira que atravessa sua trajetória.
Se você ainda não ouviu RAIO, a gente já falou sobre o álbum por aqui.
Um fim de semana estranho
É no videoclipe que essa ideia ganha outra dimensão.
Com roteiro e direção de Lucas Mooluscos, o vídeo acompanha um grupo de amigos durante um fim de semana que começa normalmente, mas aos poucos ganha contornos cada vez mais estranhos. A sensação de que existe alguma coisa fora do lugar transforma a música em uma viagem entre o cotidiano e o imaginário.
A estética aposta forte nas décadas de 1980 e 1990, tanto nos figurinos quanto nas locações, e flerta diretamente com o universo de Twin Peaks, clássico de David Lynch.
Mais do que simplesmente ilustrar a música, o clipe amplia a ideia de “algo que faz a onda bater” para um território em que encontros, imaginação e situações



