Inquieta como poucas, a dupla formada por Badke e Rebeca Li, que atende pelo nome de Morcegula, acaba de lançar seu terceiro álbum de estúdio, Desmodus Profundus.
São doze faixas que transitam entre garage rock, punk e rockabilly, combinando referências sonoras e estéticas que remetem diretamente ao imaginário desses gêneros.
E, convenhamos, o projeto foge do convencional. Tratando-se de um duo formado apenas por guitarra e bateria, não faz sentido eu analisar a produção pelos mesmos parâmetros de uma banda tradicional. A sonoridade mais seca é parte da identidade do Morcegula e transforma aquilo que poderia parecer simples em uma escolha musical consciente
O ritmo dançante atravessa todo o álbum, mas ganha ainda mais força em faixas como “Lobisomem”, “Ovni na Dutra” e “Dança do Esqueleto”. Pra mim, são músicas mais legais do trabalho.
Em suma, é um disco feito para aumentar o volume, abrir uma cerveja e deixar o corpo acompanhar o ritmo. No fim, Desmodus Profundus soa como um The Cramps abrasileirado. A pergunta que fica é: quando teremos o Morcegula tocando no Centro Leste?
Desmodus Profundus – Morcegula
Gravadora: Goma Base
Como não querer ouvir uma banda que tem uma música chamada "Medo da Igreja"?
