Phoebe Bridgers retorna à sua carreira solo, continuando com sua essência e nos mostrando o que talvez seja um dos álbuns mais bonitos de sua caminhada. Para muitos, Phoebe é só a “outra mulher” que protagonizou o grande meme com o ator Paul Mescal, mas a cantora vem construindo uma carreira com músicas melancólicas fluindo no indie folk.
Após seis anos de seu último lançamento, a artista volta com Lost Weekend. O álbum conta com 16 faixas, sendo o mais longo de sua caminhada. As músicas continuam com a marca registrada da artista, a melancolia, mas agora mostram um lado mais vulnerável e honesto, já que o disco fala sobre o luto da morte de seu pai, o fim de um noivado e a sensação de estar perdida.
Lost Weekend também mostra um lado mais experimental de Bridgers, misturando elementos de música eletrônica (algo que fica bem evidente logo na primeira faixa do disco, The Outside), e shoegaze, mas sem deixar o folk de lado. Mas dessa vez o folk aparece como uma forma de lembrar do passado, sentir a nostalgia, já que o futuro é incerto.
A artista busca seu lugar no mundo, com a sensação de estar perdida, sentimento que é ressaltado em quatro das faixas do álbum. Ela leva o ouvinte a revisitar o passado e passar pelas turbulências emocionais de sua vida: o luto, fins de relacionamento, se apaixonar novamente…
As letras se encaixam com a nova sonoridade do álbum, algo mais introspectivo, desconfortável e com finais abruptos, porque se sentir perdida é assim.
Nesse exato momento em que escrevo (30/8/26), o álbum ocupa primeiro lugar entre os melhores discos lançados em 2026 no AOTY, e talvez seja isso que melhor traduza o trabalho de Phoebe, ela soube transformar suas inquietações em música. Lost Weekend é uma grande reflexão que vale a pena ser escutada. Seis anos que, no fim, compensaram a espera.
Gravadora:
LOST WEEKEND – PHOEBE BRIDGERS
Gravadora: DEAD OCEANS
Letras que se encaixam com a nova sonoridade adotada no álbum. Introspecção, desconforto e com finais abruptos, porque se sentir perdida é assim.
