Era uma vez, três pessoas, duas de uma banda e outra, obviamente, de outra banda. De um lado, o Forgotten Boys e de outro, Sonic Youth. Com um bom EP lançado em 2016 (Pere Ubu), dois anos depois veio o primeiro álbum cheio, “Connection” um disco que foi alvo de criticas muito boas, e afastava o trio de suas bandas e trazia um novo cenário onde Brasil e EUA dividiam uma banda.
Oito anos depois, chega “Catacroma”, o segundo trabalho. Com muito college rock, garage, psicodelia, kraut rock, a banda divide dessa vez as composições das canções e colocam Steve Shelley (baterista) no centro das faixas.
É um álbum que veio seguramente fazer parte dos melhores lançamentos do ano.
“Must Be” é um trabalho que seguramente estaria no set list de bandas como o Primal Scream, só para traçar um parâmetro. Andamentos quebrados, cordas pontuais e uma levada hipnótica!
O álbum tem outro mérito: ter um produtor que dispensa apresentações: Roy Cicala.
“Lonely Moon” tem a estranheza de soar deslocada e ao mesmo tempo completamente atemporal.
Não gosto de ficar comparando, mas ficar oito anos sem lançar um álbum, teve um efeito absurdo no grupo, o trio teve o tempo que precisava para lançar um clássico!
Porque um álbum pode soar perfeito, desde a primeira audição e ter o potencial de não ter uma falha se quer.
São quase 42 minutos de viagens, paisagens musicais e o tempo que uma banda leva para se destacar, sem pressa alguma, apenas deixando a música os levar.
Gustavo Riviera e Paulo Kishimoto e obviamente Shelley, voltaram com os deuses da música os abençoando!
É sem duvida alguma, um dos melhores álbuns do ano, até agora!
CATACROMA – RIVIERA GAZ
Gravadora: ForMusic Records
Oito anos depois, a lisergia toma conta do trio e traz novas facetas musicais.
