Depois de 15 anos de silêncio no estúdio, o Social Distortion volta com Born To Kill, um álbum que não tenta reinventar a banda, mas sim reafirmar sua identidade: punk sujo, rockabilly endurecido, blues gangrenado e guitarras sujas, made in Mike Ness.
Com 11 faixas e cerca de 45 minutos de duração, é um trabalho barulhento, no melhor sentido possível da palavra. Musicalmente, o álbum é um retorno ao clássico Social Distortion: distorção cortante, bateria seca e aquele swing de rockabilly.
Se outrora a galera andava de skate, fumava maconha e arrumava confusão, hoje esses senhores mostram que a vida deixa cicatrizes e que ninguém atravessa o tempo sem carregar suas marcas. Além da faixa-título, destaco “Partners In Crime”, “Crazy Dreamer” e “Over You”.
Em suma, poucas bandas entendem tão bem o valor do ruído e da passagem do tempo. E isso é algo muito bonito (e raro), de se ver. Por isso, Born To Kill, merece sua audição.
Born To Kill – Social Distortion
Gravadora: Epitaph Records
Um trabalho sem sobressaltos, que mostra a essência do SD.
