Um disco para voltar a ouvir Violins
Conheci a banda em 2011, depois de ir duas vezes para Goiânia por encontros estudantis ligados ao curso de Letras da UFSC. Alguém me passou um mp3 onde tinha as faixas do álbum “A redenção dos corpos”. Escutei algumas vezes. E só.
Bastante tempo depois, me deparo com “Aguâcero”, décimo trabalho da banda que já está na ativa faz um quarto de século.
E essa “re”descoberta da banda foi, definitivamente, além da pura nostalgia. É um trabalho legal, com oito faixas inéditas construídas ao redor de um elemento que aparece praticamente como um personagem do disco: a água. É chuva, enxurrada, mar, rio… Essa ideia vira metáfora e encapsula nas músicas o sentimento de dúvidas, incertezas e contradições.
Particularmente gostei muito da tríade inicial composto por “Drone” (com uma bela intro que desencadeia num alternativo à la Sunny Day Real Estate); “Chuva de Vento” que adiciona um peso às guitarras e “Ponta e Meio”, uma bela balada. Musicalmente, “Aguâcero” é sobre isso: rock melódico e harmônico, ora puxado mais ao indie, ora mais puxado na música brasileira e um toque leve de algo mais progressivo.
Um bom álbum que me fez voltar a ouvir uma bela banda, praticamente 15 anos depois. Se você está procurando novidades, vá sem medo ser feliz ouvindo Violins!
Aguâcero – Violins
Gravadora: Monstro Discos
15 anos depois, reencontro o Violins. E foi muito bom!
