Bullet Bane – O Agora Que Cobra Viver (2026)

Bullet Bane – O Agora Que Cobra Viver (2026)
(Reprodução)

A tônica do recomeço é sempre complicada. E poucas bandas do hardcore melódico nacional conseguiram atravessar tantas transformações sem abrir mão da própria identidade quanto o Bullet Bane. De quando ainda se chamava Take Off The Halter até as últimas mudanças em sua formação, bicho… foi chão, viu.

Agora, com o lançamento de “O Agora Que Cobra Viver”, seu sétimo álbum de estúdio, o quarteto escreve mais um importante capítulo de sua trajetória. Primeiro trabalho com Lucas Guerra nos vocais e Andrew Lee na bateria, o disco representa uma espécie de retorno às origens, resgatando elementos do post-hardcore que, em determinados momentos da carreira, acabaram ficando em segundo plano.

O hardcore melódico que sempre serviu (e sempre servirá), como alicerce da banda continua presente, mas agora divide espaço com sintetizadores, texturas eletrônicas e uma produção mais ampla. Tudo isso distribuído em doze faixas muito bem executadas, que somam pouco menos de 40 minutos de duração.

Entre os destaques, “Estrela Polar” chama atenção pela letra potente e pela riqueza dos arranjos. Outra que mereceu repetidas audições foi “Paradoxo do Progresso”, que conta com a participação de Rodrigo Lima, do Dead Fish. Aqui, sim, temos o hardcore melódico em seu estado mais puro. Daquele que se escuta de bermuda, Vans e meia até a canela.

Palavras mais, palavras menos, dá para resumir tudo isso afirmando que “O Agora Que Cobra Viver” é um trabalho intenso, ágil e que mostra um Bullet Bane mais forte do que nunca. Como diria o zanzibarita mais famoso da história: The show must go on. E, no caso do Bullet Bane, ele segue com disco novo e o pé na estrada.

O Agora Que Cobra Viver – Bullet Bane

Gravadora: Ditto Music

"O Agora Que Cobra Viver" mostra um Bullet Bane renovado e mais forte do que nunca.

Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.