Melton Sello – Opa! (2026)

Melton Sello – Opa! (2026)
(Reprodução)

Opa!”, primeiro trabalho da banda carioca Melton Sello (que nome genial), acerta em cheio ao revisitar o Riocore dos anos 2000.

O disco soa como um encontro entre Forfun, Scracho, Darvin, Dibob e Emoponto, justamente naquele período entre 2006 e 2007, quando o pop punk brasileiro vivia um de seus momentos mais populares.

Em pouco mais de trinta minutos e distribuído em doze faixas, o álbum transforma a nostalgia do começo do século em melodias grudentas e guitarras diretas. A relação com aquela época é tão explícita que aparece até na letra de “Mais do Mesmo (2000 e Tanto Faz)”, quando a banda canta: “Dois mil e pouco nunca acabou / E o que era pra ser só uma fase / Na verdade não passou.”

Fase ou não, a Melton Sello parece ser uma das principais apostas da Deck para o segundo semestre. E motivos não faltam: os refrões foram claramente pensados para serem cantados em coro, as músicas são leves, divertidas e carregam aquele senso de comunidade que marcou boa parte da cena independente carioca. Praticamente uma “História de Verão”, só que em pleno inverno de 2026.

No fim das contas, Opa! é um disco que sabe exatamente qual memória pretende despertar. Ele conversa diretamente com quem cresceu ouvindo pop punk nacional, frequentou shows pequenos e sente falta de uma época em que as preocupações pareciam menores e onde a internet ocupava menos espaço na vida. Tudo isso com músicas de letras simples, porém divertidas.

Opa! – Melton Sello

Gravadora: Deck

Melton Sello criou um disco para quem sente saudade dos anos 2000 e fumava maconha na Lagoa, tentando entrar de graça do Floripa Rock Fest.

https://open.spotify.com/intl-pt/album/5hqo6depXE0fVb1ivmnA7B?si=RDcEISiRRUWQKD7-kO_pxg
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Frederico Di Lullo

Frederico Di Lullo

Redator publicitário, letrólogo, jornalista & fotógrafo de shows, nasceu na Argentina, coleciona vinil, é fã incondicional de música e um exímio apreciador de artes degeneradas.